Cartaz Rico Lins

17 09 2007

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O cartaz “Seja marginal, seja herói”, de Rico Lins, foi feito recentemente, e exposto na “Mostra Brasil em Cartaz” na França e depois Suiça.

Neste cartaz há técnicas que surgiram com o Construtivismo Russo; poucas cores, tipografia em caixa alta e grande são marcantes nos cartazes daquela época.

“O cartaz brasileiro é o retrato de uma utopia: não tem lugar na sociedade, nem financeiramente, nem sobre os muros. Mas é através dessa marginalização que ele encontra sua força e, acima de qualquer outra expressão gráfica, o espaço para a experimentação”, diz Rico Lins.





(…)

17 09 2007

“Uma arte construtiva que não decora, mas organiza a vida”
El Lissitzki, 1922





Alexander Rodchenko

16 09 2007

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Alexander Rodchenko, outro artísta construtivista russo, fazia suas produções de peças simples, com mensagens claras, trabalhando com imagens e seus significados.

Sempre é bom lembrar que a maioria das pessoas que via os cartazes era analfabeta.





Construtivismo e mais alguns objetivos

14 09 2007

O construtivismo teve como objetivo fazer com que os artistas contribuíssem para suprir as necessidades intelectuais da sociedade como um todo, relacionando-se diretamente com os meios gráficos e fotográficos de comunicação.

A Revolução Russa tinha como outro objetivo levantar movimentos sociais para uma nova sociedade, mas também provocações e uma proposta de ruptura com os modelos que estavam em ação. Ela também propunha uma remodelação da sociedade e, por conseqüência, as artes gráficas não ficavam de fora, já que os artistas eram fundamentais nesse processo.





Um pouco de cartaz

12 09 2007

Os cartazes começaram a ter valor no começo do século XX, por volta de 1920, com o design russo. Os russos tiveram um papel muito importante para o surgimento do design moderno, que influenciou na evolução dos cartazes e na Bauhaus.

Os cartazes russos têm a característica de usar tipografia em caixa alta, bold, sem serifa e formas geométricas. Um dos inovadores deste período é o artista El Lissitzky que estava interessado no uso da técnica da dupla exposição, superexposição e fotogramas. Foi o primeiro artista a utilizar a fotografia para integrar a obra que era construída, saindo um pouco do padrão até a época que tinha como preferência “imposições retilíneas, dos tipos de metal e gravura, tradicionais na tecnologia de impressão.”. (HURLBURT, A. Layout: O design da página impressa. São Paulo. Nobel. 1986: 29).